Tuesday, April 21, 2009

La maison en petit cubes


La maison en petit cubes

As his town is flooded by water, an old man is forced to add additional levels onto his home with bricks (cubes) in order to stay dry.

(La maison en petit cubes ) Japão, 2008. Direção: Kunio Katô. Duração: 12 min.


Rafinha


La maison em petit cubes levou o Oscar de animação esse ano e mereceu.
O desenho é lindíssimo, do ponto de vista visual mesmo, parece feito com lápis de cor.
Um velhinho vive em uma cidade inundada e o nível da água não para de subir. Sempre que ela sobe demais, ele constrói outra casa em cima da sua. Pra mim isso é como uma metáfora do claustro e da solidão causada pela velhice, as casas vão ficando cada vez menores e o velhinho cada vez mais só, embora persista em se manter no mesmo lugar, talvez seja a teimosia própria dos idosos. Quando ele coloca seu escafandro (adoro essa palavra!) para buscar seu cachimbo que caiu na água, ele vai descendo pelas antigas casas e relembrando sua vida, o casamento, o nascimento dos filhos. A animação é muda e palavras só iriam estragar sua beleza.


M.

Triste, triste, triste. Talvez nem seja tanto, mas trata de temas que falam especialmente à minha sensibilidade, que são a velhice e o passar do tempo.

A trama é sobre um velhinho que mora numa cidade em que a maré vai subindo e inundando tudo ao longo do tempo, de modo que ele tem que ir construindo sempre uma casa nova em cima da sua casa antiga. Num dado momento ele perde seu cachimbo e tem que mergulhar para recuperá-lo, revisitando as suas antigas moradas.

Achei uma boa metáfora para o passar do tempo, que é mesmo assim, vai engolindo tudo o que já passou, não nos deixando nada além de lembranças, que podem ser revisitadas, mas nunca verdadeiramente revividas. Me fez recordar de uma passagem de “As Horas” (leiam o livro e vejam o filme), em que uma das personagens centrais comenta como num dado momento da sua vida, em que tudo era belo, acreditou que ali estava começando a sua felicidade, apenas para depois descobrir que ali não era o início, mas sim o momento em que realmente havia sido feliz.

Animação sensível, triste, bonita e indicada.

Monday, April 20, 2009

Dead Snow - Død snø



Dead Snow - Død snø

Um grupo de amigos vai a uma estação de esqui isolada pela neve e em meio a bebidas, sexo e drogas, um velho aparece e conta uma história de horror sobre nazistas amaldiçoados. Ao encontrar um baú cheio de ouro eles inadvertidamente erguem um exército de zumbis nazistas.

(Død snø ) Noruega, 2009. Direção: Tommy Wirkola. Elenco: Charlotte Frogner, Ørjan Gamst , Stig Frode Henriksen , Vegar Hoel , Jeppe Laursen , Evy Kasseth Røsten . Duração: 90 min.

Rafinha

Dead Snow é um fime norueguês sobre zumbis nazistas. Eu achei a idéia inovadora – mesmo que vilão nazista seja algo bem clichê - afinal há um monte de filmes com zumbis que não se atreveram a usar o tema nazismo, update: em minhas pesquisas pela net descobri que existe sim dois filmes com zumbis nazistas, zombie lake, de 1981, dirigido por Jean Rollin e Oasis of the zombies, também de 1981, dirigido por Jesus Franco.

Meu irmão disse que o jogo Call of Duty 5 já fez essa mistura, mas sobre isso não posso dizer nada porque nunca joguei. Veja bem, todos os clichês estão lá, mas isso conta pontos positivos, afinal zumbis são carniceiros, oras! A abertura tendo como trilha “In the hall of the mountain king” dá uma idéia boa do que o espera na próxima hora e meia.
A variação em torno do tema é grande, já tem zumbi empregado doméstico (Fido), zumbi trabalhando em freak show (Terra dos mortos), zumbi que tem medo da luz do sol (Eu sou a lenda), zumbi gay, zumbi cantor sertanejo, zumbi apresentador de talk show etc
Bom, em Dead Snow um grupo de amigos vai para as montanhas nevadas da Noruega passar o feriado da páscoa. A cabana na qual eles ficam é bem isolada do mundo e nem celular pega. Tem um gordinho nerd que começa uma conversa sobre filmes de terror onde grupos de amigos vão passar férias em locais ermos. Eu achei conveniente ele tocar no assunto. Em outro momento, um personagem comenta que as melhores piadas são sobre cocô, xixi e esperma, mas não é isso que se vê, o humor do filme é inteligente, se fosse um filme americano com certeza veríamos mais piadas imbecis.
E o mais importante: os zumbis! Eles são nazistas! E correm como se o próprio Fuhrer estivesse a chicotear-lhes as costas. Não há explicação para o fato deles serem zumbis – sollanum, t-virus, meteoro radioativo ou vudu? -, para o fato de serem nazistas há. Durante a segunda guerra, soldados alemães montaram uma base no local que fica a cabana, e saíram saqueando as casas da região, matando quem se recusasse a entregar o ouro da família. Um belo dia os cidadãos se revoltam e saem à caça dos filhos da puta e acabam matando muitos deles, quem não morreu à marteladas acabou morrendo de frio. Ainda existe uma caixinha cheia de jóias em um esconderijo – não tão escondido assim – dentro da cabana. E é esse tesouro que os zumbis querem. Aí começa a matança e o mais legal de tudo, os zumbis gostam de brincar com a comida. E tome-lhe murro, pontapé, facada na barriga, retirada de intestino grosso, martelada na cabeça e toda sorte de divertimentos gratuitos.
Dead Snow faz parte da seleção oficial de Sundance 2009. É sempre bom saber essas coisas. E a trilha sonora é puro rock and roll!
É o melhor filme de zumbis que eu já vi nessa vida? Claro que não! Mas que vale a pena ver, isso vale.


M.

ZUMBIS CORREDORES NAZISTAS, CARALHO! É the ultimate zombie menace uma porra dessas! Acho que por este intróito já deu pra ver que achei o filme legal, bem como fazer um breve resumo do enredo. Se trata de um filme de zumbis-corredores-nazistas, que estão em busca do ouro (meu ouro!).

É uma produção de algum desses países europeus frios e de língua alienígena, o que por si só já torna a coisa mais interessante, já que amplia as chances de uma releitura de um tema tão batido, visto por olhos de outra cultura que não a dos norte-americanos.

O que sei é que, justificativas culturais à parte, os zumbis nesse filme fogem um pouquinho do padrão geral de zumbis: se comunicam – ainda que de uma forma meio tosca – obedecem a uma hierarquia militar, usam aparatos tecnológicos e seguem um pouco a lógica de “assombração presa a um tesouro”. Por outro lado, são zumbis escrotões que querem matar todo mundo mesmo e pronto. Embora tenham uma preferência alimentar mais vinculada a tripas do que a cérebros, vale salientar.

Se gosta de filmes de zumbi, pode ir com fé! Muito sangue, mesclado com cenas de humor e ação, na medida certa; ou seja, a fórmula aplicada direitinho.


Friday, April 17, 2009

Rebobine, por favor


Rebobine, Por Favor - Be Kind Rewind

Um acidente na usina elétrica faz com que um homem fique magnetizado. Ao entrar em uma locadora que apenas trabalha com fitas VHS, ele termina por desmagnetizar os filmes disponíveis. Para repô-los ele decide, com seu melhor amigo, rodá-los novamente.

(Be kind rewind) EUA, 2008. Direção: Michel Gondry. Elenco: Jack Black, Mos Def, Danny Glover, Mia Farrow, Melonie Diaz. Duração: 102 min.


Rafinha

Eu sou fã de Michel Gondry desde que vi Brilho eterno de uma mente sem lembranças, um dos filmes de minha vida para todo o sempre. Filmes com temática surreal/ absurda me cativam muito, é só ter uma coisinha assim de mágica, de absurdo, de non-sense, de sobrenatural que eu to lá, vendo com os olhinhos brilhando, e depois reassistindo umas dez vezes.

Rebobine, por favor é non-sense e divertidíssimo. Jack Black é Jerry, um maluco que decide sabotar a estação de energia da cidade porque acha que ela causa suas dores de cabeça, depois da mal-sucedida tentativa ele fica magnetizado e, sem querer, apaga a imagem de todos os VHS da locadora de seu amigo. É aí que eles começam a “suecar” os filmes. Fazer versões toscas de clássicos como Caça-fantasmas, 2001: uma odisséia no espaço, King Kong e mais uns 200 outros. A diversão do filme está toda aí. As tosqueiras que Jerry, Mike e Alma fazem em prol da “suecagem” são absurdas!

“Suecar” é um termo inventado por Jerry, segundo ele significa que os filmes são importados e caros, pois ele cobra 20 dólares por cada locação!

O triste é que com o sucesso da “suecada” e infração da lei de direitos autorais, eles acabam sendo enquadrados pela polícia federal, um pouco de realidade no meio de todo o absurdo.


M.

Tinha um tempinho que eu queria assistir esse filme, mas foi ficando pra trás até quase o esquecimento, até que terminei conseguindo vê-lo. É um filme com Jack Black, o que acho que já indica alguma coisa, já que é um ator que tem certa constância no tipo de personagens que faz. Eu geralmente gosto dele, quem não gosta, já fica avisado.

O filme é bem nonsense e a trama principal é bem divertida, com as loucuras que eles fazem para “suecar” os filmes requisitados. Quem assistir entenderá exatamente do que estou falando.

Gostei também da crítica à indústria do cinema, com seus dramas excessivos acerca de direitos autorais. Quem acompanha um pouquinho o assunto sabe como há um grande exagero na “proteção” dos direitos das gravadoras, vide o caso razoavelmente recente da menina que foi presa na saída do cinema por ter filmado algo em torno de um minuto do filme Transformers. Acho importante esse tipo de questionamento, pois só assim se pode chegar à dimensão correta do problema.

E não é só: o filme também traz uma bonita mensagem ética, sobre como mentir é uma coisa legal. Assistam, crianças!

Saturday, March 28, 2009

Pagando Bem, Que Mal Tem?




Pagando Bem, Que Mal Tem?
Comédia - 16 ANOS

Zack e Miri, dois amigos com sérios problemas financeiros que vivem juntos, decidem fazer um filme pornô para ganhar dinheiro.

(Zack and Miri Make a Porno) EUA, 2008. Direção: Kevin Smith. Elenco: Elizabeth Banks, Seth Rogen, Jason Mewes. Duração: 102 min.


Rafinha

Zack and Miri make a porno poderia ser um filme feito por qualquer cineasta desses que Hollywood tem aos montes. O gordinho nerd está se entregando à pasteurização dos filmes caça-níqueis, é o que eu digo.

A premissa é bem interessante, um casal de amigos, Zack e Miri, que se conhecem há anos e moram juntos desde que saíram do colegial, resolvem fazer um filme pornô para tentar pagar as contas. Os diálogos e algumas situações são engraçadíssimas, mas o filme perde o ritmo e o jeitão Smithiano ao focar demais no relacionamento de Zack e Miri. A partir do meio do filme a melação de cueca só piora. Kevin Smith já tinha feito um filme bem meia-boca e piegas antes, menina dos olhos. Acho que o matrimônio e a paternidade fuderam com a cabeça dele.

A dupla Jay e Silent Bob não está lá, mas tem o Jason Mewes (O Jay), fazendo o papel de Lester, um maluco que adora andar pelado. Ver que Jay envelheceu (ele tem 34 anos), cortou o cabelo e trocou as roupas largas é uma coisa bem estranha, ainda mais pra quem acompanha os filmes de Kevin Smith há mais de 10 anos.

Ainda tenho fé que o gordinho volte a fazer filmes tão polêmicos e geniais quanto Dogma.

Aliás, estive reassistindo Dogma esses dias – eu faço isso com filmes que gosto muito, vejo 3, 4, 5 vezes... – e tinha esquecido como a explicação que o anjo Loki dá para o fato de não acreditar em deus é genial demais!

É isso, criançada. Vão ver Zack and Miri, ainda assim é um filme legalzinho.


M.

Estava até com uma expectativa razoável acerca desse filme, sendo ele de quem é, bem como pro conta dos trailers. A trama é sobre um amigo e uma amiga que moram juntos e se conhecem desde sempre, que resolvem fazer um filme pornô pra pagar as contas que não param de se acumular.

Olha só, não vou dizer que o filme é ruim, porque não é. Mas tem muito mais melosidade do que o necessário. Se tivesse um número maior de piadinhas toscas, como a do início com o namorado gay, e um número menor de cenas melosas entre Zack e Miri, com certeza o filme seria bem melhor.

E me desculpem pelo atraso na atualização do blog, tenho andado numa preguiça... =)

Monday, March 9, 2009

Watchmen



Watchmen
Ação / Drama / Ficção científica / Herói - 18 anos

O ano é 1985. A Guerra Fria ainda deixa a todos em sinal de alerta, pois os Estados Unidos e a União Soviética preparam seus arsenais nucleares.Do lado americano, a grande arma se chama Dr. Manhattan, praticamente um deus, que fez parte de um grupo de vigilantes, agora proibidos de atuar pelo próprio presidente do país, Richard Nixon. Mas quando um dos mascarados morre, seus antigos colegas começam a investigar quem está por trás da morte. Adaptação de uma das maiores obra-primas das histórias em quadrinhos, escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons.

(Watchmen) EUA/Reino Unido, 2009. Direção: Zack Snyder. Elenco: Jackie Earle Haley, Patrick Wilson, Billy Crudup, Jeffrey Dean Morgan, Malin Akerman, Matthew Goode, Carla Gugino, Matt Frewer, Stephen McHattie, Laura Mennell, Robert Wisden. Duração: 163 min.


Rafinha

Antes de ir ver o filme, reli a HQ para refrescar a memória e posso dizer que a adaptação é muito fiel à história original. Está quase tudo lá, quase porque o final foi modificado, acredito que por razões técnicas, acho que seria meio complicado colocar uma lula gigante despedaçada no meio da cidade de Nova York. De qualquer forma, o final do filme funciona tão bem quanto o da HQ.

O figurino, a caracterização, os cenários são perfeitos! O ator que faz Rorschach – Jackie Earle Haley - poderia ser o próprio sociopata em pessoa, o comediante, apesar de ser um grande filho da puta, está tão cativante quanto na HQ. Não gostei muito do ator escolhido para representar Ozymandias, achei ele muito jovem e meio franzino.

Enfim, eu gostei muito mesmo da adaptação! Acho que quem não leu a HQ não vai gostar, essa minha impressão se intensificou devido ao número de pessoas que saíram da sala antes do final, são 2 horas e 43 minutos de duração.

Ah sim, a trilha é maravilhosa!

P.S.: Lembra do videoclipe de Always de Bon Jovi, no qual a gatinha morena é traída pelo namorado cabeludo com a loirinha da série Felicity? A morena é a Carla Gugino, Sally Júpiter, a primeira Espectral em Watchmen.


M.

Sou fã da HQ e acho que é bom começar meus comentários falando isso. Já esclarecida a minha situação, achei o filme uma adaptação muito boa. Lógico que como toda adaptação há pontos que agradam e pontos que desagradam, mas, no geral, os fãs devem gostar. Digo “os fãs” devem gostar, porque teve muita gente saindo do cinema no meio do filme. Provavelmente esperavam encontrar um tipo de filme bem diferente, mais “heróico”, digamos assim.

Achei as caracterizações dos personagens no geral muito bem feita, especialmente a de Rorschach. É que fazer Dr. Manhattan é relativamente fácil, basta transformar o cara no esquisitão azul, mas no caso de Rorschach a produção se superou e conseguiu deixar o ator, inclusive sem máscara, igual. Já a caracterização do nosso amigo Veidt não foi assim tão feliz. Arranjaram um ator franzino e com cara de guri, pra representar um homem na casa dos 40, que deveria ter aparência da casa dos 30 e ser a perfeição do ser humano; esse não colou direito.

Como já falei, é lógico que o roteiro sofreu algumas adaptações em relação aos quadrinhos, mudando personagens que tiveram alguns diálogos, por exemplo. Uma situação em que isto se deu, o tão conturbado final diferente, eu gostei. Achei a solução dada válida.

Em suma, se você gostou do HQ e seu nome não é Alan Moore, boas chances de que goste bastante do filme também.

Wednesday, March 4, 2009

Operação Valquíria




Operação Valquíria
Suspense / Guerra - 14 ANOS

A história da tentativa de assassinato sofrida por Adolf Hitler em julho de 1944. No papel principal está Tom Cruise, como o coronel alemão Claus von Stauffenberg, líder do grupo de conspiradores contra o fuhrer.

(Valkyrie) EUA/Alemanha, 2009. Direção: Bryan Singer. Elenco: Tom Cruise, Bill Nighy, Tom Wilkinson, Kenneth Branagh. Duração: 120 min.

Rafinha

Histórias sobre o holocausto, em geral, mexem comigo. Por conta da enxurrada de filmes com essa temática, tenho visto muitos ultimamente. Operação Valquíria é um filme que vale a pena assistir, mais pelo fundo histórico, que por qualquer outra coisa que o faça ir ao cinema.

O filme conta a história de oficiais alemães, que discordavam da liderança de Hitler, e montam uma estratégia – a 15ª registrada – para assassinar o Fuhrer. Claro que se você conhece minimamente história, saberá como a coisa toda termina. Mas não é isso o mais importante, o filme é bem feito e bem conduzido, e por mais que Tom Cruise seja um chato na vida real, ainda faz bonito na tela.

Ah, além de tudo, vale a pena ver Bill Nighy em um papel sério e dramático. Ele é o Viktor de Underworld, o Davy Jones de Piratas do Caribe, Slartibartfast de O guia do mochileiro das galáxias... Eu acho que ele é bem doidão.


M.

Mais um dos milhares de filmes já criados sobre a Segunda Guerra Mundial. Para mim fica cada vez mais claro o amplo impacto desse evento nos traumas da humanidade, o que se deve, acredito eu, principalmente ao holocausto judeu e à bomba nuclear.

A história real eu já conhecia, embora não com todos os detalhes do filme: trata-se da última das várias tentativas frustradas de assassinato realizadas contra Hitler no decorrer da guerra. É uma temática que me atrai e o filme tem uma boa produção e atuações que não comprometem. Para mim o ponto alto das atuações foram alguns dos momentos em que se encontravam frente ao próprio Hitler alguns dos traidores, até então não revelados; alguns atores conseguiram passar bem a sensação de tensão contida.

Filme bacana-feijão-com-arroz. Principalmente caso goste da temática, pode assistir numa boa.

Sunday, March 1, 2009

Quem Quer Ser Um Milionário?



Quem Quer Ser Um Milionário?
DRAMA – 16 anos

Um adolescente pobre indiano se torna um dos participantes da versão local do programa de prêmios "Who Wants to Be a Millionaire?", vence, e é acusado de trapaça.

(Slumdog Millionaire. Reino Unido / EUA , 2008 - 120 min) Direção: Danny Boyle. Roteiro: Simon Beaufoy. Elenco: Dev Patel, Irrfan Khan, Anil Kapoor, Madhur Mittal, Freida Pinto.


Rafinha

Eu odeio quando isso acontece. Criar expectativas demais a respeito de um filme e quando finalmente ver, não achar lá essas coisas. Não me entenda mal, Slumdog Millionaire é um filme correto e bonito, mas não me falou ao coração. Um filme tem que me emocionar de alguma forma, nem que seja fazer com que eu me sinta mal, para eu querer ver de novo. Slumdog não é um desses filmes, ele definitivamente não entrará para minha coleção de dvds.

A essa altura todo mundo já sabe que ele foi o grande vencedor do Oscar, levando inclusive a estatueta de melhor filme.

A história se passa na Índia, e conta a difícil vida de Jamal Malik e seu irmão mais velho Salim, depois da morte da mãe. Os irmãos vivem na mais absoluta pobreza e abandono, mas enquanto Jamal é doce e ingênuo, Salim se prepara para uma vida de crimes.

Entre idas e vindas, já adolescente e longe do irmão, Jamal consegue a façanha de participar do programa “Quem quer ser um milionário?”, mas ele só participa para que sua namorada perdida o veja pela TV e entre em contato, acontece que ele realmente sabe todas as respostas, e por ser pobre e ter frequentado a escola apenas quando criança, acaba criando suspeitas. Ao ser torturado e interrogado pela polícia, Jamal narra os acontecimentos que o levaram a conhecer as respostas, essa é uma das partes mais legais do filme. E é isso, é legal, é bonito e é um filme que deve ser visto.

Eu arrisco dizer que Slumdog Millionaire fez tanto sucesso pelo mesmo motivo que Cidade de Deus, a pobreza é algo surreal para os países ricos.

P.S.: Jamal ganha 20 milhões de rúpias no programa, o equivalente a quase 4 milhões de reais. Dinheirão!


M.

Pelo menos para mim não teve como assistir esse filme sem lembrar de Cidade de Deus, já que ambos usam a estética favela como cenário. Verdade que os filmes são bem diferentes em termos da trama principal, mas por conta deste cenário terminam partilhando também algumas similaritudes. O filme até me reforça uma idéia que por vezes tenho (e que bem pode ser falsa) da Índia como sendo um Brasil piorado.

A trama gira em torno de um garoto favelado (um “slumdog”), que participa de um programa no estilo “Show do Milhão” que temos aqui com o nosso amigo Sílvio “oie-ha-hai!” Santos, enquanto busca reencontrar o seu amor verdadeiro.

Ganhou o Oscar, coisa e tal, parabéns. Preferi “O Lutador”. Embora Slumdog seja também um filme legal, o tipo de enredo de “O Lutador” me emociona muito mais. Mas como Slumdog é um filme bonitinho, não me surpreende que agrade mais ao público em geral, coisas da vida...